terça-feira, 14 de abril de 2015

DJ Solovey - Halloween (original mix) "2011"

SOUNDS FROM THE HAUNTED HOUSE

Very scary Halloween sounds

SÓTÃO DA ALMA


unnamed


“Todos temos um segredo trancado a sete chaves no sótão da alma.”
Marina – Carlos Ruiz Zafón

— Talvez a gente seja feito de fechaduras. – ela pontuou depois de alguns instantes calada.
A voz suave sempre agravada aos ouvidos, mas os pensamentos eram muito mais difíceis de decifrar do que aparentava. Ele encarou-a confuso, buscando mergulhar nos olhos que não eram da cor do mar, mas ainda assim pareciam ter a profundidade de um oceano.
— O que quer dizer? – perguntou por fim.
— Exatamente o que disse. – a frase poderia soar grosseira para qualquer um, mas ele se acostumara com suas expressões, conhecia-as sem precisar entendê-las. – Somos feitos de fechaduras, como uma casa em que você precisa atravessar várias portas para chegar ao sótão, só que para alguns as portas estão trancadas.
— Não seria mais como um cofre?
— Poderia ser, mas os cofres geralmente guardam coisas de valor. Já os sótãos escondem aquilo que tentamos esquecer ou não vemos mais utilidade. Acho que no caso das pessoas, é só o que queremos esquecer.
— Ou esconder.
— A gente sempre esconde o que quer esquecer.
— Mas nem sempre esquecemos o que queremos esconder.
Ela virou o rosto. Tirando-o daquele mar negro que era seu olhar. Escondendo o que quer que houvesse lá no fundo.
— Tem razão.
— Acho que li em algum lugar algo sobre isso. Sobre segredos escondidos no sótão da alma.
— Eu tenho certeza que li. Na época lembro que não tinha entendido, mas pensando melhor hoje vejo que o autor tinha razão.
Ela parou, mas ele apenas esperou por uma continuação. Imaginando que o silêncio seria um incentivo.
— Sabe, a gente pode trancar nossos segredos no sótão da alma, mas isso não quer dizer que ninguém nunca vai descobri-los. Quero dizer, se somos como uma casa e nossa alma é nossa propriedade, nós temos todas as chaves, não temos? Podemos abrir as portas uma a uma e mostrar o sótão para algum visitante.
— Mas às vezes a gente perde as chaves da própria casa.
— Não chegamos a perder, só esquecemos onde estão guardadas.
— Exatamente. Nesse caso, a casa continua trancada.
— Até você encontrar as chaves. Geralmente a gente esquece onde guarda as coisas que nunca usa. Quero dizer, se a gente nunca destranca pra ninguém, fica cada vez mais difícil conseguir se abrir pra alguém.
Foi a vez dele ficar sem resposta. Sabia que era sua vez de continuar, sempre sabia quando ela terminava. A garota tinha razão, como costumava ter, talvez aquele fosse o problema de trancar tanto a casa.
— A gente pode acabar esquecendo como levar os visitantes até o sótão.
— Não é esquecer. Podemos até ter a intenção, mas não sabemos mais como chegar até lá.
— Mas o trecho, me lembrei dele, era seguido por “esse é o meu”. Até o autor revelava os segredos da personagem.
— Eu não disse que nunca revelamos. Pelo contrário.
— Já descobriu como chegar ao sótão quando se perdeu as chaves?
Ela hesitou. Sabia a resposta, mas não tinha certeza se estava pronta para ela.
— Talvez às vezes alguém passe forçando as portas. Martelando os trincos ou quebrando a madeira.
— Mas aí a casa vai ficar marcada pra sempre.
— Exatamente.
O garoto puxou o rosto dela de volta, buscando naquele olhar o sentido de toda aquela conversa.
— Tem outra opção. – pontuou por fim.
— Qual? – a pergunta dela foi recheada por uma súplica.
— Às vezes a gente faz uma faxina ou alguma mudança, sabe? Quando a gente limpa tudo e sai empacotando as coisas, sempre achamos coisas perdidas nessas situações. A gente pode achar as chaves também.
— Mas isso pode demorar anos para acontecer.
— E desde quando chegar ao sótão de qualquer um acontece de forma rápida? O importante é que uma hora a chave aparece.
— Tem razão. Se o visitante esperar, uma hora ele chega ao sótão.amoraliteraria.com.br





Halloween








Dia das Bruxas, o tempo de abóboras, doces, fantasmas, bruxas e muito mais, é comemorado anualmente em 31 de outubro.
Essa é a noite antes de Todos os Santos. Suas origens datam de milhares de anos para o festival celta de Samhaim ou A Festa do Sol, um feriado mais importante do ano celta. Este dia marcou o fim do verão, mas também a estação das trevas, bem como o início do Ano Novo em 1 de Novembro.
Druids na Grã-Bretanha e da Irlanda do acendiam fogueiras, dança ao redor deles e oferecer sacrifícios de animais e culturas. Os incêndios também foram destinados a dar calor para os agregados familiares e para manter livre dos maus espíritos. Através dos tempos essas práticas mudaram.
O Irish escavado nabos, colocou uma luz no interior para manter afastado o mau e mesquinho Jack. Como diz a lenda, Jack era um homem que enganou o diabo e depois que Jack morreu ele foi autorizado nem no céu nem no inferno. Com uma lanterna na mão, ele começou a procurar um lugar de descanso na Terra. Este era o original Jack-o-Lantern. Desde Halloween veio para a América da Irlanda (Escócia e País de Gales) pessoas usavam abóboras porque eles eram maiores e mais fácil de escavar que nabos.
Durante os séculos, as culturas acrescentaram seus próprios elementos para a forma como o Dia das Bruxas é comemorado.
As crianças adoram o costume de vestir-se com trajes de fantasia e ir de porta-a-porta gritando "Trick-or-Treat". Adultos em vez de filiação em partidos assustadores que são quase detidos por todas as cidades e aldeias sobre essa noite especial. A decoração assustador, jogos e "food assustadora" são porcas e parafusos para uma festa de Halloween seus amigos não vai esquecer tão cedo.historiasdohalloween.com